sexta-feira, 30 de junho de 2017

D9 Clube De Empreendedores CHEGOU NA REGIÃO TRAIRI E CURIMATAÚ.


Você já pensou em usar o seu hobie como renda extra.
Com o D9 Trader Esportivo você pode fazer o que tanto gosta ganhando muito dinheiro.

É um grupo formado por pessoas de visão ampla, voltadas para o empreendedorismo digital
Somos uma comunidade que busca juntos proporcionar independência financeira, maior qualidade de vida e liberdade de horários para todos os nossos membros e suas famílias.



Mais informações

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Filho mata pai a pedrada durante bebedeira

Um jovem, de 19 anos, foi preso nesta quinta-feira (29) após matar o próprio pai, de 49 anos, a pedrada na cidade de Coremas, Sertão paraibano. De acordo com a policia, o crime ocorreu na madrugada  no bairro do Alto da Boa Vista, após discussão.
Ainda segunda polícia,  Francisco Julião de Freitas Neto estava embriagado e acertou o próprio pai, o agricultor Carlos Alberto Barbosa, com pedradas na cabeça.
Francisco Julião ainda tentou fugir, mas foi preso 20 minutos após cometer o assassinato.
Mais informações

Líder Efraim Filho será relator da “PEC do fim do Foro” na CCJ da Câmara

Depois de passar pelo Senado Federal, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 10/2013), que acaba com o chamado “foro privilegiado”, chega à Câmara e o líder do Democratas na Casa, deputado Efraim Filho (PB), será o relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). “É uma demanda da sociedade e pela qual lutaremos também: todos devem ser iguais perante a lei”, argumentou Efraim.
A PEC extingue o foro especial por prerrogativa de função para autoridades federais, mais conhecido como foro privilegiado. Hoje, no Brasil, cerca de 20 mil autoridades possuem essa prerrogativa. “O que era para ser exceção virou a regra”, criticou o parlamentar paraibano.

Robison Pires
Mais informações

Temer recebe notificação oficial da Câmara sobre denúncia da PGR

O primeiro-secretário da Câmara, deputado Fernando Lucio Giacobo (PR-PR), compareceu na tarde de hoje (29) ao Palácio do Planalto para notificar o presidente Michel Temer sobre a denúncia oferecida contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O documento foi entregue às 16h0
 ao subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha. Ao entrar no anexo do prédio, acompanhado por grande parte da imprensa, Giacobo disse que cumpre o papel que o cabe com "tristeza" pelo momento que o país está passando. "Espero que tudo se resolva o mais rapidamente possível", afirmou.Agora que o Planalto recebeu o documento, Temer estará oficialmente notificado da acusação de que teria cometido o crime de corrupção passiva. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, está reunido com Temer em seu gabinete no Palácio do Planalto.

Rito

A denúncia foi protocolada nesta quinta-feira pelo diretor-geral do STF. Na tarde de hoje, o comunicado da denúncia, com 64 páginas, foi lido no plenário da Câmara pela segunda-secretária da Casa, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO). Logo após o término da leitura em plenário, a Presidência da República foi notificada para manifestar sua defesa.

A partir daí, o processo será remetido à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que irá escolher o relator. O parlamentar irá elaborar um parecer que será apreciado pelos membros do colegiado. É nesta comissão que o presidente Temer poderá, no prazo de até dez sessões, apresentar sua defesa.

Depois da análise na CCJ, a denúncia deve ser levada ao plenário da Câmara, onde necessita receber ao menos 342 votos favoráveis para ser aceita. Se a denúncia for admitida por dois terços dos 513 deputados, Temer poderá ser julgado perante o STF. Caso contrário, ela será arquivada.

Agencia Brasil


Mais informações

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Prefeituras do RN dificultam publicações

Dezenas de Prefeitura Municipais do Rio Grande do Norte, estão contratando a empresa SEC PUBLICIDADES LTDA, visando a publicação de extratos contratuais nos Diários Oficiais da União e do Estado, fugindo dessa maneira dos atos editados no Diário Oficial da FEMURN, que tem mais visualidade junto a população.
Mais informações

Obras de transposição serão retomadas na segunda-feira

Em audiência com a presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, senadora Fátima Bezerra, o ministro da Integração, Helder Barbalho, informou, nesta quarta-feira (21), que as obras do eixo norte da transposição do Rio São Francisco vão recomeçar na próxima segunda-feira, quando serão instalados os canteiros de obras.
Ele estimou a entrega da obra já para o início de 2018. O ministro elogiou a iniciativa da CDR de realizar a Caravana das Águas, que teve um importante papel de sensibilizar o Judiciário.
Mais informações

Grave acidente entre Patos e Santa Gertrudes deixa uma pessoa morta e três feridas, diz PRF












Um grave acidente no final da manhã desta quinta-feira (21), envolvendo dois veículos, um com placas de Patos, e outro com placas de Mossoró – RN, deixou uma pessoa morta e outras três feridas na BR 230.
A vítima fatal foi identificada apenas como Rodrigo de São Bento, e os sobreviventes, dois deles em estado grave, foram socorridos para o Hospital Regional de Patos. Segundo informações da PRF da Paraíba

Robison Pires

Mais informações

Pesquisa indica que 43% dos internautas fizeram mais compras online este ano


Comprar pela internet se tornou um hábito do brasileiro, revela um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) nas 27 capitais do país. De acordo com o levantamento, 89% dos internautas realizaram ao menos uma compra online nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa, percentual que se mantém elevado em todos as classes sociais analisadas. Os homens lideram entre os compradores online (93%), pessoas de 35 a 49 anos representam 95% dos consumidores e 99% pertencem às classes A e B. Apenas 4% das pessoas que têm acesso à internet admitiram nunca ter feito qualquer compra online.

A pesquisa mostrou que, mesmo em um cenário de crise, quase metade dos consumidores online (43%) aumentou a quantidade de produtos adquiridos pela internet este ano, na comparação com 2016. Para 38%, o volume se manteve estável, enquanto 18% diminuíram o número de compras feitas por esse meio. A consulta foi feita entre os dias 18 e 27 de abril passado.

A vantagem que o internauta brasileiro mais destaca é a percepção de que os produtos vendidos pela internet são mais baratos do que nas lojas físicas, razão mencionada por 58% desses consumidores. Outros motivos destacados são a comodidade de comprar sem sair de casa (45%), o fato de poder fazer as compras no horário que quiser (31%) e a economia de tempo (29%). Há ainda 28% de entrevistados que citam a facilidade que a internet proporciona na comparação de preços.

A professora Angela Paradelas compra pela web constantemente. “Compro regularmente, pela praticidade e pelo preço, mas procuro sempre o frete gratuito e faço muita pesquisa”. O empresário Diego Dominguez também compra nos e-commerces frequentemente, mas não adquire roupas nesses canais. “Geralmente compro coisas que eu conheço muito a respeito, me permite escolher o que mais atende às minhas expectativas, mas não costumo comprar vestuário, gosto de experimentar, e a política de troca tem uma burocracia muito grande”.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a internet está moldando cada vez mais as relações de consumo entre clientes e lojistas. “A internet trouxe ao consumidor a liberdade de comprar quando e onde quiser. Se antes as pessoas tinham de ir até as lojas e demais centros de consumo, agora são os varejistas quem precisam encontrar seus clientes, oferecendo plataformas amigáveis, ofertas convidativas e informações relevantes para reter por mais tempo a atenção de potenciais compradores”, explica o presidente.

Desvantagens

Mesmo com as diversas comodidades, as desvantagens deixam os consumidores receosos. Quase a metade (49%) das pessoas sondadas enxerga o pagamento de frete como o lado negativo das compras online. Há também quem sinta falta de experimentar o produto (42%), não poder levá-lo para casa imediatamente após a compra (42%) ou então nem poder tocar ou sentir o cheiro daquilo que se está comprando (39%). Já a insegurança de que o produto de fato será entregue é preocupação de 30% dos internautas.

A secretária Adelaide Campos é uma das pessoas que ainda preferem comprar pelas lojas físicas. “Pelas poucas consultas online, me pareceu ser bom negócio em questão de valores e compromisso com entrega, porém não é rotina, ainda prefiro comprar com vendedores”. A filha dela, a relações-públicas Bárbara Gouveia, também prefere às lojas tradicionais ao e-commerce. “Podemos encontrar melhores ofertas online, mas acredito que pessoalmente é melhor pela experiência, desde de ser atendida por alguém, poder esclarecer sobre o produto e verificar se aquilo atinge ou não suas expectativas, tudo de forma imediata e pessoal”. O receio dela é se decepcionar com o produto comprado online. “Muitas vezes vemos as funcionalidades, mas, quando recebemos, não é como imaginamos”.

A facilidade e a comodidade proporcionada pela compra online também podem estimular as compras impulsivas. De acordo com a pesquisa, 46% dos compradores admitiram não ter planejado a sua última compra pela internet, seja porque se sentiram atraídos por promoções e funcionalidades do produto (38%) ou porque estavam movidos por aspectos emocionais naquele momento (10%), como ansiedade, baixa autoestima e necessidade de agradar a si próprio. Há, ainda, 5% de entrevistados que compraram online por não terem encontrado o produto nas lojas físicas.

Parcelamento no cartão

Em média, o internauta brasileiro gastou R$ 292 na sua última compra online, sendo que os homens gastaram mais do que as mulheres, média de R$ 343 ante R$ 243 gasto por elas. Nos últimos 90 dias anteriores à pesquisa, os consumidores realizaram três compras pela internet, em média. E na hora de pagar, o parcelamento no cartão de crédito foi o meio mais utilizado por 65% dos compradores. A média de prestações é de cinco parcelas.

Outros meios de pagamentos utilizados com frequência foram o boleto bancário (53%) e a parcela única em cartão (45%). Ferramentas como PayPal, Moip e Pag Seguro foram usados por 31% da amostra e somente 9% fizeram compras por meio de vales-presente.

O economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, lembra que usar o boleto bancário tem vantagem. “Grande parte dos sites oferecem descontos no pagamento com boleto bancário. Além disso, ele pode ser uma boa alternativa para quem possui um limite pequeno para as compras com o cartão de crédito e não quer se comprometer com dívidas”, explica a economista. A pesquisa mostra que, entre quem pagou à vista, 44% disseram ter conseguido algum desconto.

Mais comprados

Considerando os últimos três meses, os itens mais comprados foram peças de vestuário, calçados e acessórios (35%), ingressos para shows, teatro, cinema e eventos esportivos (27%), livros (27%), celulares (24%), produtos eletrônicos (24%), artigos para casa (24%), remédios ou produtos para saúde (22%) e cosméticos e perfumes (21%). A maior parte das compras é feita por meio de computadores ou notebooks (67%), mas 21% já utilizam os smartphones para comprar online.

Os sites das grandes redes varejistas são o principal local de compra na internet (81%), seguidos dos classificados de compra e venda (42%), dos sites especializados em roupas, sapatos e acessórios (30%) e dos sites de ofertas e desconto (28%). Os sites internacionais são preferência de 28% dos compradores online.

Problemas com compras

Entre os entrevistados, 87% dos internautas ficaram satisfeitos com a sua última aquisição na internet, contra apenas 4% de pessoas que ficaram insatisfeitas ou arrependidas com a experiência. Ainda assim, o estudo aponta que nem sempre o processo de compra transcorre de forma tranquila. Quase um quarto (26%) dos compradores online disse ter enfrentado algum problema ao realizar uma compra pela internet nos últimos 12 meses.

Os contratempos mais comuns foram a entrega fora do prazo (11%), não receber o produto (6%) e receber algo diferente do que havia comprado (6%). Há, ainda, 4% de pessoas que receberam o produto danificado.

Entre os que tiveram problemas, 37% não conseguiram ter o problema resolvido e ficaram com o prejuízo. Outros 60% disseram ter conseguido solucionar o problema, geralmente com a devolução do dinheiro (26%) ou com a troca do produto (11%).

Segurança online

Outro problema que aflige os internautas é a questão da segurança. De acordo com a pesquisa, os consumidores online dão nota 7,9 para o grau de segurança nas compras. Apenas 20% dos entrevistados garantem sentir-se totalmente seguros para fazer compras na internet.

Os especialistas do SPC Brasil também alertam que os empresários varejistas que atuam na internet devem encarar o investimento em segurança digital como um dos pilares de seu negócio, seja qual for o tamanho ou ramo de atuação, a fim de garantir a integridade de seus sistemas e dos dados pessoais e bancários de seus clientes.

A pesquisa demonstra que o internauta brasileiro está consciente quanto às medidas de precaução: 97% dos compradores tomam algum tipo de cuidado, a exemplo de comprar sempre em sites conhecidos ou indicados (60%), imprimir ou arquivar todos os passos de compra, inclusive e-mails de informação (40%) e evitar cadastrar dados do cartão de crédito para compras futuras (37%).

A pesquisa também mostrou quais são os produtos que os entrevistados jamais comprariam pela internet. A contratação de seguros (27%), joias (27%), bebidas (16%), remédios ou produtos para a saúde (16%) e produtos eróticos (15%) são as categorias de produtos que afastam os consumidores nas compras pela internet. O medo de ser vítima de fraudes (39%), como adulterações e falsificações são os motivos mencionados entre os que rejeitam esses tipos de produtos.

“Adaptar-se rapidamente às demandas crescentes dos consumidores é o grande desafio para os varejistas que atuam no e-commerce. O consumidor online está em busca de experiências de compra que combinam praticidade, percepção de valor e satisfação com cada produto. Quem dita boa parte das regras neste negócio são os clientes. Eles vão às compras no momento que julgam ser mais adequado e sempre estão em busca de preços competitivos, sem abrir mão da qualidade do produto”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Agencia Brasil
Mais informações

quinta-feira, 15 de junho de 2017

RAFAEL TAUAN É TERCEIRO COLOCADO EM COMPETIÇÃO DE NATAÇÃO EM NATAL.



Mais informações

sábado, 3 de junho de 2017

GOVERNO BRASILEIRO CONDENA ATAQUES TERRORISTA NO REINO UNIDO

Michel Themer condena ataque terrorista ao Reino Unido através de rede social.
    1. Nova conversa
      É com grande tristeza que tomamos conhecimento de mais um atentado no Reino Unido.
    2. Reiteramos nossa condenação a todo ato de terrorismo. Voltamos nossos pensamentos para as vítimas, suas famílias e amigos.
    3. Transmito ao povo e ao Governo britânicos a solidariedade de todos nós, brasileiros.
Mais informações

De herdeiro de Tancredo e quase presidente a denunciado na Lava Jato: a história de Aécio

"Se apoderaram do Estado Nacional com a sensação da impunidade, de estarem acima da lei. Pois bem, o tempo passou e a resposta está aí", disse no dia 30 de agosto, num discurso que durou 11 minutos.
Menos de um ano depois, as palavras proferidas pelo tucano parecem ter se voltado contra ele próprio. Aécio se vê hoje afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), teve prisão pedida pela Procuradoria-Geral da República e, nesta sexta-feira, foi denunciado por Rodrigo Janot sob a suspeita de corrupção passiva e obstrução de justiça.

Naquele que é o ponto baixo de sua vida pública até agora, é suspeito de tentar frear a operação Lava Jato, que veio à público em março de 2014 e, desde então, já transformou mais de uma centena de políticos em alvos de investigação.
Em depoimento de sua delação premiada homologada pelo STF, Joesley Batista, dono da JBS, disse que pagou R$ 2 milhões em propina ao senador tucano no começo deste ano. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, preso no último dia 18.
A operação também deteve Andrea Neves, irmã do senador - ela também é suspeita de ter participado da negociação do que a PGR afirma ser propina.
A entrega do dinheiro foi registrada em vídeo pela Polícia Federal, que rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que parte do montante foi depositado na conta de uma empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).
Aécio nega as acusações e afirma jamais ter recebido propina. Diz que pediu um empréstimo, ser vítima de calúnia e lamenta ter visto a irmã detida "sem que nada justificasse tamanha arbitrariedade".
O nome do senador já havia sido citado em delações de empreiteiras, entre elas a Odebrecht, o que lhe fez virar alvo de inquéritos. Mas foram as acusações da JBS que o deixam agora sob o risco de virar réu - o que ocorrerá caso o ministro Marco Aurélio Mello, relator de seu caso no STF, aceite a denúncia apresentada por Janot.
Essa decisão não tem data para ocorrer.
Andrea NevesDireito de imagemEPA
Image captionIrmã do senador, Andrea Neves é suspeita de ter participado de negociação de propina

Herança e futebol

Desde que a denúncia da JBS veio à público, Aécio tem sido chamado nos bastidores de "cadáver político".
Aliados mais próximos, entre eles tucanos mineiros, classificam sob a condição de anonimato como "graves demais" as suspeitas que pesam contra o amigo e companheiro de partido.
Ainda assim, em Brasília poucos verbalizam a necessidade de uma punição para o senador. Apenas a Rede e PSOL defendem abertamente a cassação do mandato dele.
Ninguém arrisca dizer, contudo, se esse é o fim de uma carreira herdada do pai Aécio Cunha, que foi deputado federal e estadual, e dos dois avôs, Tancredo Neves, ex-governador de Minas e eleito presidente do Brasil (morreu antes da posse), e Tristão da Cunha, que passou pelo Congresso e participou do governo de Juscelino Kubitschek nos anos 1950.
Com tantos homens públicos na família, ele e as duas irmãs respiram política desde cedo. Tinham o costume de brincar com santinhos dos parentes confeccionados para eleições quando criança.
Aécio da Cunha Neves nasceu em 10 de março de 1960, em Belo Horizonte. Viveu na capital mineira até os 12 anos, quando a família se mudou para o Rio de Janeiro.
O jornalista Maurício Cannone foi colega de sala do tucano na oitava série, em meados dos anos 1970, num colégio que não existe mais no Leblon, bairro nobre da zona sul da cidades.
"Não era dos mais brilhantes, mas não era mau aluno. Se dava bem com todo mundo", recorda Cannone, que costumava trombar com Aécio no Maracanã.
Aécio NevesDireito de imagemREPRODUÇÃO FLICKR
Image captionAécio viveu em Minas até os 12 anos, quando família se mudou para o Rio
Cannone conta que o senador, torcedor declarado do Cruzeiro e do Botafogo, sempre foi fã de futebol. "O pai dele era diretor do Cruzeiro em Belo Horizonte, e me lembro dele contando que foi ao enterro do Roberto Batata, o ponta direita", diz o jornalista.
Aécio não era bom de bola, mas, quando jogava futebol, usava uma camisa do zagueiro cruzeirense Darci Menezes. Naquela época, Política não era assunto recorrente.
"Era 1975, ditadura militar. Política não era estimulada. Eu nem sabia que ele era neto de Tancredo Neves", lembra Cannone.
Aécio, o hoje jornalista e muitos outros alunos do Magdalena Campos foram continuar os estudos em outros colégios. Os dois nunca mais estiveram na mesma sala, e acabaram perdendo o contato.
"Uma vez encontrei ele na rua, olhei e ele não me reconheceu. Deixei pra lá", conta.

De ajudante do avô a deputado federal

Aécio foi estudar economia na PUC-Rio, mas nunca foi militante estudantil. Além de futebol, gostava mesmo era de surfar, de corridas de motocross e de viajar. Morava num apartamento na badalada avenida Vieira Souto, na zona sul, e a praia de Ipanema era como a extensão de sua casa. Desde então, ganhou a fama de "bon vivant", namorador e amante da noite carioca.
O jornalista mineiro Lucas Figueiredo conta em seu blog que, enquanto Aécio ainda pegava ondas e não demonstrava muito interesse pela política, a irmã dele, pouco mais de um ano mais velha, vivia o oposto.
Andrea militava pela esquerda e havia, por exemplo, ajudado a fundar o PT no Rio.
Mas foi Aécio, e não Andrea, quem Tancredo Neves escolheu para acompanhá-lo a partir de 1981. Ele foi chamado a conhecer sua terra natal como secretário particular do avô em Belo Horizonte. Transferiu-se para a PUC-Minas e, enquanto estudava economia, ajudava o então senador e, depois, governador.
Tancredo NevesDireito de imagemREPRODUÇÃO INSTAGRAM
Image captionTancredo escolheu Aécio para acompanhá-lo como secretário particular
Antes disso, quando tinha 19 anos, Aécio havia sido nomeado para trabalhar como secretário parlamentar no gabinete do pai na Câmara dos Deputados, em Brasília. Mas cuidava da agenda do pai do Rio mesmo, fato que causaria polêmica mais de 30 anos depois, na eleição de 2014 - ele negou qualquer irregularidade, dizendo que à época funcionários comissionados não eram obrigados a trabalhar na capital federal.
O jovem participou das campanhas vitoriosas de Tancredo a governador de Minas e a presidente do Brasil. De ajudante do avô, tornou-se militante das Diretas Já (1983-1984). Assumia a política como missão.
Com a morte de Tancredo, em 21 de abril de 1985, acabou nomeado por José Sarney, que na condição de vice assumiu o comando do país, como diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal. Ficou no cargo um ano e saiu para disputar pela primeira vez uma eleição.
Em 1986, foi eleito deputado federal pelo PMDB. Depois migrou para um novo partido: o PSDB.

'Pacote ético'

Aécio se elegeu deputado por quatro mandatos consecutivos e conquistou projeção nacional. Tornou-se líder do PSDB e, em 2001, conseguiu vencer a disputa pela Presidência da Câmara desafiando o PFL (atual DEM) - à época principal aliado do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
À frente da Casa, emplacou o que chamou de "pacote ético", com medidas como a criação do Conselho de Ética da Câmara - agora, diante das acusações que pesam contra ele, pode ser alvo do órgão homólogo no Senado.
Mas depois de 16 anos no Legislativo, ainda faltava no currículo um cargo no Executivo.
Em 1992, já filiado ao PSDB, Aécio havia disputado sem sucesso a Prefeitura de Belo Horizonte - terminou em terceiro lugar. Dez anos depois, porém, liquidou a disputa ainda no primeiro turno e foi eleito para um cargo ainda maior: o de governador de Minas Gerais. Contou com o apoio do então governador mineiro Itamar Franco, apesar das divergências do ex-presidente com FHC e o PSDB.
"Naquela eleição, ele já inventou o 'Lulécio'. Apesar de o PSDB ter José Serra como candidato, em Minas ele não atacou Lula", conta o deputado estadual de Minas, Rogério Correia (PT), um dos maiores opositores que Aécio encontrou no Estado.
Aécio Neves em 2014Direito de imagemAGÊNCIA BRASIL
Image captionTucano se elegeu deputado por quatro mandatos antes de ir para o Senado
Correia conta que já fazia oposição ao PSDB desde o início dos anos 1990. Durante o governo Aécio (2003-2010), fez denúncias contra Aécio e seu grupo. "Mas essa da JBS eu não sabia", diz.
O deputado trouxe a público, por exemplo, denúncias de corrupção como o mensalão do PSDB, que teria usado agências de publicidade ligadas ao empresário Marcos Valério, que anos depois seria o operador do mensalão do PT, para superfaturar contratos e desviar recursos públicos em meados dos anos 1990 durante gestão do governador tucano Eduardo Azeredo.
Outro exemplo foi a chamada Lista de Furnas, que teria usado verba da estatal para pagar propina a tucanos, e repasses de publicidade a emissoras de rádio sob o comando da família Neves - o que Aécio sempre negou.
A maioria das denúncias, lembra o próprio Correia, não foi adiante. Acabaram arquivadas pelo Ministério Público. Ele diz ter "comido o pão que o diabo amassou" - acabou sendo alvo de uma investigação que ainda está sob análise da Promotoria mineira.
Tancredo e Aécio NevesDireito de imagemMAURO HOMEM/REPRODUÇÃO FLICKR
Image captionAécio ajudou nas campanhas vitoriosas de Tancredo e tomou a política como missão
"Dentro da Assembleia tinha o rolo compressor do Aécio. Era muito difícil fazer oposição", recorda Correia, para quem as vozes de oposição eram poucas e foram sendo sufocadas, em especial porque, no início, até mesmo o PT nacional tinha simpatia por Aécio.
O deputado diz ainda que, já no começo do primeiro mandato, o governador deu início a um processo de "blindagem" na mídia local e, em certa medida, junto ao Ministério Público estadual que, teria poupado Aécio de questionamentos mais duros, críticas e, principalmente, escândalos.
O tucano sempre negou ter tido a vida facilitada pela imprensa ou por autoridades.

'Goebbels das Alterosas'

Segundo Correia, quem cuidava da imagem de Aécio na mídia era a irmã Andrea Neves.
"Nessa área de comunicação, ela mandava e desmandava. Apelidamos ela de Goebbels das Alterosas, comandava com punhos de aço", diz o deputado, referindo-se a Paul Joseph Goebbels, ministro da Propaganda na Alemanha nazista entre 1933 e 1945.
Um dos primeiros a abordar a relação dos Neves com a imprensa foi Marcelo Baêta, à época um estudante de jornalismo da UFMG. Como trabalho de conclusão de curso, em 2006, ele fez um documentário chamado Liberdade, Essa Palavra para o qual gravou jornalistas narrando como teriam sido perseguidos ou demitidos por terem criticado a gestão do então governador.
"Logo depois de publicar o vídeo, no fim de agosto, o governo lançou o vídeo resposta, no início de setembro. Um vídeo um tanto quanto chulo e agressivo", recorda o jornalista.
No material oficial, alguns dos entrevistados de Baêta mudaram a versão dada anteriormente.
"Creio que criou um certo ceticismo em relação ao meu vídeo, ou pelo menos confusão nas pessoas a respeito de qual era a real posição desses entrevistados. Ao que tudo indica, eles sofreram uma pressão forte e truculenta, ao estilo Andrea Neves, que agora está presa, mas na época era muito poderosa. Ao que parece, eles ficaram com medo e cederam."
Para o jornalista, na mídia mineira "estava tudo dominado" e, na nacional, "o cenário era amplamente favorável" a Aécio, dada a pouca quantidade de notícias criticando ou questionando a gestão do tucano.
Aécio NevesDireito de imagemAGÊNCIA BRASIL
Image captionSenador chegou a ser desacreditado na eleição presidencial, mas foi ao 2º turno

CPIs e bafômetro

Em 2010, Aécio deixou o governo mineiro com a popularidade nas alturas para concorrer a uma cadeira no Senado. Dois anos antes, havia conseguido a façanha de costurar um acordo com o PT para eleger o empresário Márcio Lacerda (PSB) prefeito de Belo Horizonte.
Levava no currículo como principal obra a construção da Cidade Administrativa, a nova sede do governo de Minas, vitrine agora sob suspeita com as delações da Odebrecht - os executivos da construtora afirmaram que a licitação foi fraudada, a obra superfaturada e que houve pagamento de propina.
Na disputa de 2010, Aécio foi eleito senador sem dificuldades, assim como fez seu sucessor em Minas, o aliado e ex-vice Antonio Augusto Anastasia (PSDB-MG), hoje também senador.
Foi Anastasia quem relatou o impeachment de Dilma no Senado.
No Senado, Aécio se colocou como principal nome da oposição e tentava se cacifar para disputar a eleição presidencial. Mas nunca foi titular ou suplente de nenhuma das 13 CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) instauradas desde 2011, segundo informações disponibilizadas no site do Senado.
Dizia-se que ele atuava mais nos bastidores. Desde 2011, apresentou 39 projetos de lei e oito propostas de emenda à Constituição.
Fora da vida pública, acabou sendo alvo de notícias negativas. Em 2011, foi parado numa blitz da Lei Seca no Rio. Estava com a carteira de habilitação vencida e não soprou o bafômetro. Foi ainda filmado cambaleante, pedindo uma bebida num bar na mesma cidade.
Em 2014, nas vésperas da campanha, foi questionado diretamente se já havia sido usuário de cocaína. "Jamais, claro que não", disse ao jornalista Fernando Barros e Silva, no programa Roda Viva, da TV Cultura, antes de atribuir o boato ao "submundo" da internet.
"Sou um homem do meu tempo. Nunca vesti o figurino de um político tradicional. Nunca deixei de ter minhas relações pessoais. (...) Não conseguem dizer que sou desonesto efetivamente. Não conseguem dizer que sou incompetente. De alguma forma, os ataques têm que vir. Se o ataque que tem é esse do submundo...", emendou.
Alçado a candidato tucano à Presidência da República, viu o escrutínio aumentar - inclusive sobre sua gestão em Minas, encerrada anos antes.
Em julho de 2014, o jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem afirmando que Aécio, quando governador, havia autorizado a construção de um aeroporto numa área que era de um tio em Cláudio (MG). Ele sempre negou qualquer irregularidade - disse que seu tio foi prejudicado com a desapropriação. No ano passado, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concedeu homologação do aeródromo, que agora é público.
Aécio Neves em 2014Direito de imagemAGÊNCIA BRASIL
Image captionNas eleições de 2014, Aécio foi para o segundo turno com Dilma, perdendo por 3 milhões de votos

Nem bem, nem mal

Ao longo da vida, Aécio incorporou à sua imagem de homem público o gosto por festas com celebridades e empresários como Luciano Huck e Alexandre Accioly, além de passeios de moto e a cavalo.
O namoro de cinco anos com a modelo Letícia Werner virou o casamento e, às vésperas das eleições presidenciais de 2014, o casal anunciou que estava grávido de gêmeos. O pai da jovem Gabriela, de um relacionamento anterior, viu, aos 54 anos, nascer Julia e Bernardo.
Na disputa presidencial, chegou a ser desacreditado. Mas, quando amargava um terceiro lugar, conseguiu ultrapassar Marina Silva na reta final e ir para o segundo turno com Dilma Rousseff. Perdeu por pouco mais de 3 milhões de votos, numa das mais acirradas disputas desde a redemocratização.
Sua influência em Minas, porém, saiu arranhada. Em sua base eleitoral, foi derrotado por Dilma e não conseguiu levar ao segundo turno seu candidato a governador, o tucano Pimenta da Veiga. O PT ganhou a disputa ainda no primeiro turno com Fernando Pimentel.
Após a derrota nas ruas, partiu para o ataque. Presidido por ele, o PMDB foi ao Tribunal Superior Eleitoral tentar cassar a chapa Dilma-Temer, processo cujo julgamento está previsto para ser retomado na próxima terça-feira.
"Vamos fiscalizar, vamos acompanhar, vamos cobrar, vamos denunciar. Vamos combater sem tréguas a corrupção que se instalou no governo brasileiro", disse em primeiro discurso pós-eleitoral no Senado.
Na votação que sepultou o governo Dilma no Senado, sublinhou as denúncias de corrupção que pesam contra o PT, provavelmente sem imaginar que, meses depois, ele próprio estaria afastado do cargo, acusado de irregularidades.
Nem mesmo amigos mais próximos têm saído em defesa do senador. Mas também não o atacam. "Em respeito, não falo nem bem nem mal", diz um tucano mineiro, que conhece Aécio de longa data e pediu para não ter seu nome citado.
Contudo, não está abandonado. Parece estar ganhando tempo - tem recebido visitas em casa de políticos aliados e, até agora, apenas Rede e PSOL indicaram senadores para analisar o caso do tucano no Conselho de Ética do Senado.
Não disfarça, porém, o abatimento, principalmente por causa da irmã, cuja prisão, segundo a defesa, foi injusta e desnecessária.
Desde o dia em que subiu à tribuna para defender o impeachment de Dilma e atacar os que se beneficiam da sensação de impunidade, Aécio parece ter se transformado em um exemplo que comprova uma frase por vezes atribuída ao seu avô Tancredo e, outras vezes, ao ex-governador de Minas Magalhães Pinto:
"Política é como nuvem. Você olha e está de um jeito; você olha de novo e ela já mudou."
Mais informações